Beauty of Dawn ``ESO´´ by Malukah

``Bem Vindo(a)´´

terça-feira, 7 de setembro de 2010

``LÚCIFER, ANJO OU DEMONIO´´

Lúcifer, na verdade não é um nome, e sim uma palavra (A palavra Lúcifer tem sua origem no latim,``lux ou lucis´´ com o significado de LUZ; ``Ferre´´ com o significado de``CARREGAR´´)
Ou seja, de acordo com a origem, seu significado é ``Aquele que carrega a luz´´


A identificação de Lúcifer com Satã vem de Isaias (14,13): Como caíste do céu, ó Lúcifer, filho da alva! Isaias não estava falando do Diabo. Usando imagens possivelmente retiradas de um antigo mito cananeu, Isaias referia-se aos excessos de um ambicioso rei babilônico que caiu no mundo dos mortos. Suas palavras passaram a significar uma referencia ao Diabo ao longo de quatro etapas: um rei tirânico é descrito em uma metáfora (o rei = uma estrela brilhante); e a expressão hebraica helel bem shahar = o que brilha) ou a grega eosphorus são traduzidas para o latim como a estrela da manha, Lúcifer posteriormente, o rei tirânico é identificado com o Diabo; ergo Lúcifer torna-se outro nome para o Diabo. A resposta à questão de por que esse rei foi identificado com o Diabo é que isso resolvia o incomodo problema da natureza do Diabo. Origines, teólogo do século III não se esquivou ao problema: ``Ninguém pode saber a origem do mal´´, escreveu ele, sem ter entendido a verdade sobre o chamado diabo e seus anjos, e quem ele era antes de tornar-se um diabo e como ele se tornou um diabo. Se Deus criou o Diabo e este é em si mau, então Deus criou o mal. As implicações poderiam ser perturbadoras (em especial porque, como salientou Espinosa, o Diabo tenta as pessoas a fazer o mal, pelo que elas são punidas depois). Se o Diabo houvesse nascido mal, poderíamos dizer que ele pecou? Ele não teria opção, a não ser fazer o mal. Mas se Deus não criou o Diabo, Deus não é onipotente, e assim mergulhamos em um mundo maquineísta, marcado pelo conflito entre o bem e o mal cujo resultado é inerentemente inconclusivo.

Os padres cristãos do século XV resolveram o problema em duas etapas. Sim, Deus criou o Diabo, mas o Diabo não era inerentemente mau, quando foi criado; ele escolheu tornar-se mal. Portanto, Deus permanece onipotente, mas não é responsável pelo mal. Essa solução exigiu fundamento nas Escrituras, e o modo como esse fundamento foi providenciado explicará por que Lúcifer tornou-se um nome para o Diabo. O argumento de santo Agostinho, principal pensador cristão do inicio do século V, é instrutivo.

Santo Agostinho foi muito mais influente do que Origines (que ele detestava). Podemos avaliar seu temperamento quando ele afirma que, embora homens bons e maus sofram igualmente, existe uma diferença crucial: No mesmo fogo, o ouro brilha e a palha fumega, a borra não é confundida com óleo porque saíram da mesma prensa(.....)A mesma agitação que faz a água fétida exalar mal cheiro faz o perfume emitir um odor mais agradável. Na terceira parte de A Cidade de Deus, sua principal obra, santo Agostinho explica a origem das duas cidades, a cidade de Deus e a cidade do Diabo. Originalmente, diz ele, todos os anjos eram seres da luz, criados para viver na sabedoria e felicidade. Alguns anjos, porem, afastaram-se dessa iluminação. Se o Diabo é um anjo caído, ele tem de ter caído. Entretanto, a primeira epístola de João, assevera que aquele que comete o pecado é do demônio, porque o demônio é pecador desde o principio. Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio. Todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado, porque sua semente permanece nele; e não pode pecar porque nasceu de Deus (3,8-9). Isso implica que o Diabo não foi criado por Deus? O Diabo de são João e o de santo Agostinho não parecem ser o mesmo, mas santo Agostinho tinha uma resposta. João de fato escreveu que o Diabo vive pecando desde o princípio, admite santo Agostinho, mas isso deve ser entendido no sentido de que ele pecou não desde o princípio de sua criação, mas desde o principio do pecado, pois o pecado principiou no orgulho. Essa manipulação conduz à resposta para nossa questão inicial.

Os maniques não entendem que, se o Diabo é mau por natureza, não se pode absolutamente falar em pecado. Eles não têm como objetar o testemunho dos profetas, por exemplo, quando Isaias, representando figurativamente o Diabo na pessoa do príncipe da Babilônia, pergunta:

Como caíste do Céu, ó Lúcifer, filho da alva? Isto indica que: o Diabo esteve por algum tempo sem pecado.

A explicação de santo Agostinho mostra que, na época em que ele esta escrevendo, Lúcifer não era um nome comum do Diabo. É bem verdade que, dois séculos antes, Origines interpretara partes do Levítico, Êxodo, Ezequiel e Isaias como referencias às manifestações do Diabo. Mas ninguém tentara obter as deduções minuciosas a respeito do Diabo com base nessas passagens, nem identificar o Diabo com o nome de Lúcifer. Origines estava tentando entender a natureza do mal. O objetivo de santo Agostinho era outro: queira identificar os hereges. Quem eram os anjos que seguiram Lúcifer? Eram hereges, assegurou santo Agostinho, o Diabo não possui poderes próprios, não possui território próprio e não é uma autocriação. Não existe um principio oposto a Deus que tenha criado o Diabo. O que aconteceu, explica, foi que originalmente o Diabo não tinha pecado, porem mais tarde (alguns dizem uma hora, outros, mais de uma semana) ele se afastou da verdade, como prova o Lúcifer citado por Isaías. Com efeito, Lúcifer tornou-se o nome do Diabo como parte do raciocínio usado para fundamentar a idéia de que o Diabo foi originalmente um anjo criado por Deus, mas que recusou a graça e deu as costas à verdade. A motivação por trás da interpretação de Isaías por santo Agostinho foi à luta deste contra os maniqueus e semelhantes hereges venenosos que asseveram que o Diabo derivou sua natureza singularmente perversa de algum principio oposto a Deus.
(Oito séculos mais tarde, são Tomas de Aquino diria o mesmo sobre o Diabo e os Maniqueus).

Para combater o Diabo e defini-lo com mais clareza a passagem de Isaías foi entremeada com a quarta parte do Apocalipse (cap 12), onde é visto como um grande dragão vermelho: ...sua cauda arrastava um terço das estrelas do Céu, lançando-as para a terra... Houve então uma batalha no Céu: Miguel e seus anjos guerrearam contra o dragão. O dragão batalhou, juntamente com seus anjos, mas foi derrotado... Foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, o chamado Diabo ou Satanás, sedutor de toda a terra habitada – foi expulso para a terra, e seus anjos foram expulsos com ele(12,4 e 7-9).

Satã tornou-se o anjo rebelde. Embora Satã, o Diabo e Lúcifer fossem o mesmo, sem a fusão de Isaias e Apocalipse, Dante no último canto do "Inferno", nunca poderia ter escrito a respeito de Lúcifer que:

S'el fu si bello com' elli è or brutto, (Se ele já foi belo como hoje é feio)
E contra 'I suo fattore alzà le ciglia, (E ainda assim contra seu Criador ergue a mão)
Bem dee da lui procedere ogni lutto. (Verdadeiramente toda aflição deve proceder dele).

Medonho e repulsivo como é Lúcifer na Divina Comédia, o anjo rebelde fizera da terça parte das estrelas do céu sua aliada, tendo um potencial para a transformação ausente no insignificante Satã hebreu e no Maligno do Novo Testamento. Embora Lúcifer fosse um nome adicionado ao de Satã, para Dante e a maioria da cristandade, Lúcifer precedeu Satã. Como o monge mundano dos Contos de Canterbury.

Ó Lúcifer, de todos o mais brilhante anjo,
És agora Satã, não podes escapar
Da desgraça em que caíste.

Lúcifer já foi belo como hoje é feio, lembrou Dante a seus leitores, mas somente a feiúra e maldade de Satã estiveram na mente dos crentes, pensadores, escritores e artistas durante mais de mil anos. Ate mesmo Botticelli, amante da beleza, desenhou uma fera repulsiva para ilustrar o Lúcifer de Dante. É verdade que o fez para ser condizente com o texto de Dante, mas ainda assim quase todas as pinturas e manuscritos iluminados da Idade Média e Renascença mostram um Satã hediondo.

Miguel matando o medonho Satã em forma de dragão é um tema comum, mas Miguel lutando contra anjos rebeldes, não. A queda dos anjos rebeldes raramente é representada; quando o é, Satã e seus anjos aparecem como espíritos grotescos. O Lúcifer belo, Satã antes da queda, é praticamente desconhecido. Uma notável exceção é a iluminura dos irmãos Limbourg do inicio do século XV. Deus e suas hostes estão no alto. Os anjos rebeldes são jogados para baixo em duas colunas, à esquerda e à direita, formando um V que culmina com Lúcifer entrando no inferno. 

``Conceito da Igreja Católica´´

Segundo a Igreja católica, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de todos os Querubins. Então, Deus  lhe deu uma posição de destaque entre todos os seus auxiliares. Segundo a mesma, ele se tornou orgulhoso de seu poder, que não aceitava servir a uma criação de Deus,``O Homem´´, e revoltou-se contra Deus. O Arcanjo Miguel  liderou as hostes de Deus na luta contra Lúcifer e suas legiões de anjos revoltosos; já os anjos leais a Deus o derrotaram e o expulsaram do céu, juntamente com seus seguidores. Desde então, o mundo vive esta guerra eterna entre Deus e o Diabo; de seu lado Lúcifer e suas legiões tentam corromper o homem; do outro lado Deus, os anjos, arcanjos, querubins e Santos travam batalhas diárias contra as forças de Lúcifer.

A aparência de Lúcifer pode variar; acredita-se que ele (chamado agora de Diabo), pode assumir a forma que desejar, podendo passar-se por qualquer pessoa. Seu aspecto físico criado pela Igreja em seus primeiros séculos (e posteriormente herdado pelas várias religiões cristãs) fora copiado de várias entidades das mitologias e religiões de diferentes povos antigos (não exatamente ligadas a maldade); Seu reino, os Infernos, sofreu influência do Tártaro da mitologia grega, morada de Hades, local para onde iam as almas dos mortos, cuja porta de entrada era guardada por Cérbero, o Cão de três cabeças; seus chifres eram de Pã, uma entidade grega protetora da natureza; sua fama de representar uma força eternamente em conflito com Deus veio do Zoroastrismo. Ainda encontramos coincidências com as crenças dos antigos Egípcios, quando se acreditava que o Deus Anúbis (o Chacal) carregaria a alma dos mortos cujo coração ao ser pesado numa balança, fosse mais pesado que uma pluma.

Durante a baixa Idade Média, entretanto, que o Anjo Decaído ganhou a hedionda aparência com a qual o conhecemos hoje; asas de morcego, pés de bode, olhos de fogo, chifres enormes na cabeça, olhar aterrorizante, etc. A idade das trevas fora um momento fértil para a propagação de crenças nas ações de forças demoníacas agindo sobre o mundo. Os milhões de mortos nas epidemias de peste negra geraram, juntamente com a ocorrência de guerras sangrentas, a idéia de que o Anticristo estaria atuando no mundo. Foi aí que Lúcifer passou a representar a personificação do mal da forma mais intensa e poderosa que conhecemos hoje. Surge a crença de que para cada ser humano vivo na Terra, Lúcifer criou um Demônio particular, encarregado de corromper aquele indivíduo; já Deus, não poderia deixar por menos, e criou para cada ser humano um Anjo da Guarda ao qual incumbia da missão de proteger e zelar pela alma daquela pessoa.

Interessante observar que o próprio Jesus Cristo é a estrela da manhã que ilumina até o fim dos tempos toda escuridão (trevas), como em Apocalipse 22:16 onde está escrito: "Eu, Jesus, enviei o meu anjo. Ele atestou para vocês todas essas coisas a respeito das Igrejas. Eu sou a raiz e o descendente de Davi, sou a estrela radiosa da manhã. Assim como em II Pedro 1,19 que diz: E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumina em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela D'alva apareça em vossos corações.

Por não aceitar a se curvar diante da criação de Deus``Os homens´´
Lúcifer foi banido do céu, (Isso é o que nos ensinaram a acreditar)
A quem diga que ele foi banido por não aceitar o modo operandis de Deus. Para Lúcifer não deveria existir diferenças entre as raças, seriamos todos iguais sendo assim não haveria guerra, não haveria inveja, não haveria o mal, seria o paraiso na térra.
E justamente por defender esse ideal, se rebelou contra Deus, e o final da historia é o que todos conhecemos.

Más isso tudo realmente impórta?


Na minha modesta opinião, Anjos e  Demonios estão dentro de cada um de nóz e travam uma batalha constante, somos livres para fazer o que quisermos de nossas vidas, para o bem ou para o mal, e cabe a nóz decidirmos que lado vamos libertar.
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